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Informações sobre a sesmaria


Requerimento

Tipo de requerimento: Concessão
Data do requerimento:

Justificativas

As terras eram devolutas
Era morador(a) da Capitania
Pretendia aumentar as rendas reais
Pretendia cultivar
Pretendia fazer benfeitoria
Serviu a Sua Majestade
Solicitou as terras para si e seus herdeiros
Observações:

* Os requerentes, Joao Correa de Brito e seu sobrinho Vitoriano Guedes Alcoforado, foram informados como moradores na Freguesia de Goiana. Alegaram que eles, seus pais e seus avos haviam servido a Sua Majestade, como constava em certidoes que apresentavam, sem nunca terem sido remunerados ou premiados. * Os requerentes solicitaram as terras para si, seus herdeiros ascendentes, descendentes e transversais.

Sesmarias

Localidade: Rio Taperubu
Ribeira: NA
Area (hectáre): NA hectares
Total sesmeiros solicitam esta terra: 2
Solicitam mesma medida: NA
Total área (hectare): NA
Confrotante Norte Filipe Cavalcante de Albuquerque
Confrotante Leste Joao de Sousa Marecos
Confrotante Sul Manuel Leitao
Confrotante Oeste Cristiano Paulo
Confrotante Oeste Herdeiros de Manuel de Azevedo
Limites

A sesmaria localizava-se proxima ao rio Taperubu, em um caminho que ia da capitania de Itamaraca para a Capitania da Paraiba. Dentro das terras solicitadas, compreendia o rio de Subauma, entre as terras pertencentes ao capitao Filipe Cavalcante de Albuquerque (nao consta na Plataforma SILB), Joao de Sousa Marecos (nao consta na Plataforma SILB), Manuel Leitao (nao consta na Plataforma SILB), Cristiano Paulo (nao consta na Plataforma SILB), senhor de engenho de Abiai, e os herdeiros de Manuel de Azevedo (ha mais de um sesmeiro registrado com este nome na Plataforma SILB, entretanto, nao foi possivel confirmar se algum deles correspondia ao sesmeiro citado).

Observações:

* Na carta, nao consta a direcao pela qual as terras de Filipe Cavalcante de Albuquerque confrontavam com as terras solicitadas. Desta forma, foi atribuido o ponto cardeal norte. * Na carta, nao consta a direcao pela qual as terras de Joao de Sousa Marecos confrontavam com as terras solicitadas. Desta forma, foi atribuido o ponto cardeal leste. * Na carta, nao consta a direcao pela qual as terras de Manuel Leitao confrontavam com as terras solicitadas. Desta forma, foi atribuido o ponto cardeal sul. * Na carta, nao consta a direcao pela qual as terras de Cristiano Paulo confrontavam com as terras solicitadas. Desta forma, foi atribuido o ponto cardeal oeste. * Na carta, nao consta a direcao pela qual as terras dos herdeiros de Manuel de Azevedo confrontavam com as terras solicitadas. Desta forma, foi atribuido o ponto cardeal oeste.

Exigência

Determinou-se não prejudicar a terceiros
Mandou-se demarcar
Mandou-se usufruir com todas as suas águas, matas, campos e logradouros
Determinou-se que se transmitisse posse ao suplicante e seus herdeiros
Determinou-se isenção de pagamento de foro
Determinou-se isenção de pagamento de tributo
Mandou-se pagar o dízimo
Mandou-se dar posse real
Mandou-se dar posse atual
Mandou-se dar posse corporal
Assinada e selada com o sinete das armas
Determinou-se isenção de pagamento de pensão
Determinou-se dar estradas públicas a todos e particulares
Determinou-se dar caminhos livres a fontes
Determinou-se dar caminhos livres a pontes
Determinou-se dar caminhos livres a portos
Determinou-se dar caminhos livres a pedreiras
Mandou-se cultivar
Mandou-se demarcar antes de tomar posse
Mandou-se povoar
Mandou-se registrar
Pagou-se pelo registro
Observação

* O governador e capitao-mor de Itamaraca, Antonio Botelho da Silva, e que fossem mencionados pelos suplicantes os servicos realizados a Sua Alteza. Ordenou ainda que fossem citados os confrontantes da sesmaria. Mandou-se usufruir com todos os pastos, campos, matos, testadas, logradouros, arvores, rios, aguas, caminhos, entradas, saidas e mais serventias pertencentes, para os suplicantes gozarem com suas mulheres, filhas e mais herdeiros ascendentes e descendentes, ou que obtiverem por titulo de compra. Mandou-se conceder sem duvida, embargo ou contradicao, pois se basearia nos titulos dos confrontantes que apresentassem para melhor esclarecer os limites, para julgamento perante o capitao-mor e os julgadores da capitania e mais oficias de justica. Assim, para que cada um tivesse o direito da sorte de terras que possuiam. * O governador geral exigiu que fossem citados os confrontantes, da sesmaria, e emitirem certidao de ter povoado as terras no tempo da lei. As terras nao poderiam ser vendidas, nem alheadas, sem ordem expressa de Sua Majestade, sucedendo somente os filhos herdeiros legitimos. * Pagou de feitio 40 reis, do Registro 960 reis.

Deferimento

Deferimento: Sim
Forma de deferimento: Alvará
Fonte: Arquivo Nacional, Códice 427, fl. 243-246v.
Data de concessão: 27/04/1684
Autoridade: Governador Geral
Nome da autoridade: Antonio de Souza de Menezes
Passou pelo provedor: Francisco Lamberto
Despacho farovável: Sim
Nome do escrivão do despacho: Antonio Garcia
Observação registro provedoria: * A sesmaria foi concedida inicialmente pelo Capitao-mor e governador da Vila de Nossa Senhora da Conceicao e termo da Capitania de Itamaraca, Antonio Botelho da Silva, em 19/12/1681, e passada para a carta impressa em 10/03/1682, feita pelo tabeliao publico do judicial e notas, Francisco Estacio. Posteriormente, a sesmaria foi concedida em 27/04/1684, na cidade de Salvador da Bahia, pelo governador geral, Antonio de Souza de Meneses, e escrivao Antonio Garcia, oficial maior da secretaria do Estado do Brasil. * A sesmaria passou pelo ouvidor da capitania de Itamaraca, Joao de Albuquerque Cabral, que serviu como juiz das demarcacoes tambem. Ele foi requisitado pelo capitao-mor de Itamaraca para que informasse sobre as terras que os suplicantes pediam. O ouvidor respondeu que nao tinha noticia sobre as sobras de terras para poder informar, mas que eram terras desaproveitadas e de pouco prestigio e valor, e podiam ser aproveitadas pelos suplicantes devido ao fato deles possuirem escravos, vacas e outras criacoes na Freguesia de Goiana, nao tendo outras sesmarias, podendo, assim, cultivar as terras requeridas. Vista a informacao do ouvidor, de as terras estarem sem senhorio, o capitao-mor solicitou que o escrivao da Fazenda Real, o alferes Antonio Vaz, informasse se constavam nos Livros do Registro as terras solicitadas doadas a outrem. O escrivao informou que nao constava no Livro do Tombo terem sido doadas as terras solicitadas, e nao sabia se as terras eram sobras ou estavam devolutas. Por fim, o governador e capitao-mor de Itamaraca concedeu a sesmaria aos suplicantes. * O Procurador da Fazenda Real, Bezerra, informou que nem na peticao dos suplicantes ou no despacho que se concedeu a sesmaria foi informado o numero de leguas da sesmaria. Exigiu-se que fosse informado o numero de leguas. No despacho, dizia ser duas leguas mais ou menos, o que para o Procurador era suficiente, para nao haver duvida sobre o tamanho da terra. O Provedor mor da Fazenda Real, Francisco Lamberto, foi do parecer do Procurador.

Registros

Número 1
Data de concessão: 17-05-1684
Local: Bahia
Livro: NA
Escrivão: NA
Número 2
Data de concessão: 29-04-1684
Local: Bahia
Livro: Livro segundo dos Registros da Secretaria do Estado do Brasil, fl. 119.
Escrivão: Antonio Garcia

Imagens

  • Nenhuma imagem cadastrada.

Sesmeiros (2)

Nome: Joao Correa de Brito

Nome original: Joao Correa de Britto
Estado civil: NA
Conjuge: NA
Genero: Masculino
Filiacao: NA
Indio: Não
Sesmeiro pai: Não
Morador capitania: Não
Capitania onde pede
PE - Pernambuco
Capitania onde mora
PE - Pernambuco
Clero secular: Não
Ordem religiosa: Não
Ocupação:
Alferes
Observações:

* O sesmeiro recebeu apenas esta concessao, no rio Taperubu (PE 0425).

* Na carta PE 0425, o sesmeiro constava como alferes. * Na carta PE 0425, o sesmeiro foi apresentado como morador na Freguesia de Goiana, Capitania de Itamaraca.

* Na carta PE 0425, consta que Joao Correa de Brito era tio de Vitoriano Guedes Alcoforado; Antonio Barbosa Casado era sogro e avo, respectivamente, de Joao Correa de Brito era tio de Vitoriano Guedes Alcoforado. Joao Correa de Brito era ajudante de infantaria pago do terco do mestre de campo das guerras que ocorreram em Pernambuco, na epoca de Andre de Vidal de Negreiros, contra os holandeses.

* Na carta PE 0425, consta que Joao Correa de Brito foi soldado do presidio da praca da cidade da Paraiba. Serviu alguns anos como cabo de esquadra, passando para alferes da Fortaleza do Cabedelo. O seu sogro, Antonio Barbosa Casado, ofereceu ajuda ao capitao Joao de Pontes para escoltar armas e municoes da Praca de Nazare ate o Rio Grande, com grande risco, em 15/09/1645. Casado alistou-se como soldado de infantaria pago na Companhia do Capitao Manuel Lopes, em 04/10/1645. Passou ao posto de alferes da mesma Companhia em 03/01/1646, e de ajudante em 29/08/1646. Esteve em uma tropa de soldados, em guarda dos moradores da capitania de Itamaraca, sendo cabo, ate ser retirado por salvamento, na entrada que foi realizada a Ilha de Itamaraca, aonde ocorreu embate com os holandeses, dos quais mataram doze, e pegaram uma lancha, em 10/12/1646. Governou uma Companhia de Infantaria por alguns meses, por morte do seu capitao, em 1647. A partir de 5 de abril, esteve no Arraial da Vila de Igarassu, na epoca do governador Zenobi Aciovoli de Vasconcelos, ate que desalojaram os holandeses de sua fortaleza, e ajudaram a desalojar os mesmos das fortalezas da Paraiba, aonde foram mortos muitos holandeses e caboclos. Esteve em uma primeira investida em Guararapes, aonde foram tomados dos holandeses o seu estandarte real, muitas bandeiras, caixas, tambores, armas, municoes, provimentos, e uma peca de artilharia, conforme certidao de 10/07/1648. Em 19/02/1649, esteve pela segunda vez em Guararapes, aonde mataram 2 mil inimigos e aprisionaram mais de cem, sendo alguns cabos e oficiais maiores, levando muitas bandeiras, armas, municoes, bagagens e pecas de artilharia. Em 15/02/1654, participou de todas as "casas, batarias, forcas, sestoes" e assentamentos de artilharias para a praca do Recife e mais forcas, ajudando a abrir "aproches" ao meio de oito fortalezas, atirando artilharias continuamente, que ajudou a impedir o rendimento da forca da casa do Rego. Impediram ainda que nao tomassem agua que bebiam, sendo, por fim, rendido o inimigo holandes, expulsos pelo mestre de campo geral Francisco Barreto, em 27/01/1654, ficando grande numero de pecas de artilharia de bronze e de ferro, muitas municoes, armas e outros equipamentos de guerra das pessoas que participaram desses embates ate 29/10/1654. Nesse tempo, pediu licenca ao mesmo senhor mestre de campo geral, Francisco Barreto, para ir ao Reino de Portugal, requerer de Sua Alteza seus servico, cuja licenca foi concedida e mandou passar sua fe de oficio pelo escrivao da matricula, Francisco de Mesquita, que consta servir a Sua Alteza de 04/10/1645 ate 20/10/1654.

Nome: Vitoriano Guedes Alcoforado

Nome original: Victoriano Guedes Alcaforado
Estado civil: NA
Conjuge: NA
Genero: Masculino
Filiacao: NA
Indio: Não
Sesmeiro pai: Não
Morador capitania: Não
Capitania onde pede
PE - Pernambuco
Capitania onde mora

Nenhuma capitania cadastrada

Clero secular: Não
Ordem religiosa: Não
Ocupação:
NA
Observações:

* O sesmeiro recebeu apenas esta concessao, no rio Taperubu (PE 0425).

* Na carta PE 0425, o sesmeiro foi apresentado como morador na Freguesia de Goiana, Capitania de Itamaraca.

* Na carta PE 0425, consta que Joao Correa de Brito era tio de Vitoriano Guedes Alcoforado; Antonio Barbosa Casado era sogro e avo, respectivamente, de Joao Correa de Brito era tio de Vitoriano Guedes Alcoforado. Joao Correa de Brito era ajudante de infantaria pago do terco do mestre de campo das guerras que ocorreram em Pernambuco, na epoca de Andre de Vidal de Negreiros, contra os holandeses.

* Na carta PE 0425, consta que Joao Correa de Brito foi soldado do presidio da praca da cidade da Paraiba. Serviu alguns anos como cabo de esquadra, passando para alferes da Fortaleza do Cabedelo. O seu sogro, Antonio Barbosa Casado, ofereceu ajuda ao capitao Joao de Pontes para escoltar armas e municoes da Praca de Nazare ate o Rio Grande, com grande risco, em 15/09/1645. Casado alistou-se como soldado de infantaria pago na Companhia do Capitao Manuel Lopes, em 04/10/1645. Passou ao posto de alferes da mesma Companhia em 03/01/1646, e de ajudante em 29/08/1646. Esteve em uma tropa de soldados, em guarda dos moradores da capitania de Itamaraca, sendo cabo, ate ser retirado por salvamento, na entrada que foi realizada a Ilha de Itamaraca, aonde ocorreu embate com os holandeses, dos quais mataram doze, e pegaram uma lancha, em 10/12/1646. Governou uma Companhia de Infantaria por alguns meses, por morte do seu capitao, em 1647. A partir de 5 de abril, esteve no Arraial da Vila de Igarassu, na epoca do governador Zenobi Aciovoli de Vasconcelos, ate que desalojaram os holandeses de sua fortaleza, e ajudaram a desalojar os mesmos das fortalezas da Paraiba, aonde foram mortos muitos holandeses e caboclos. Esteve em uma primeira investida em Guararapes, aonde foram tomados dos holandeses o seu estandarte real, muitas bandeiras, caixas, tambores, armas, municoes, provimentos, e uma peca de artilharia, conforme certidao de 10/07/1648. Em 19/02/1649, esteve pela segunda vez em Guararapes, aonde mataram 2 mil inimigos e aprisionaram mais de cem, sendo alguns cabos e oficiais maiores, levando muitas bandeiras, armas, municoes, bagagens e pecas de artilharia. Em 15/02/1654, participou de todas as "casas, batarias, forcas, sestoes" e assentamentos de artilharias para a praca do Recife e mais forcas, ajudando a abrir "aproches" ao meio de oito fortalezas, atirando artilharias continuamente, que ajudou a impedir o rendimento da forca da casa do Rego. Impediram ainda que nao tomassem agua que bebiam, sendo, por fim, rendido o inimigo holandes, expulsos pelo mestre de campo geral Francisco Barreto, em 27/01/1654, ficando grande numero de pecas de artilharia de bronze e de ferro, muitas municoes, armas e outros equipamentos de guerra das pessoas que participaram desses embates ate 29/10/1654. Nesse tempo, pediu licenca ao mesmo senhor mestre de campo geral, Francisco Barreto, para ir ao Reino de Portugal, requerer de Sua Alteza seus servico, cuja licenca foi concedida e mandou passar sua fe de oficio pelo escrivao da matricula, Francisco de Mesquita, que consta servir a Sua Alteza de 04/10/1645 ate 20/10/1654.

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